No meio de todo o som das frases desdobradas em elogios, agradecimentos, críticas, cobranças e demais formas de ação e reação com as palavras; o nosso verbo íntimo e pessoal às vezes perde a rima, se perde dos essencias substantivos, adjetivos. Esquecemos quem somos e, consequentemente agimos como não somos. A luz deixa de ser vista por um momento, o fatal instante que somos separados do Amor. É um momento de escolha. Em que brasas queremos queimar? Nas brasas lentas da nossa sombra ou nas brasas fortes da nossa luz ?
Mahatman Gandhi e Cazuza poderiam estar pensando nisso nos momentos que disseram respectivamente:
“O problema do mundo é que a humanidade não está em seu juízo perfeito.”
“Vida louca vida.Vida breve. Já que eu não posso te levar, quero que você me leve. Vida louca vida. Vida imensa. Ninguém vai nos perdoar. Nosso crime não compensa.”
Para ser Luz, aprendamos possuir pensamentos imortais, porque não há fim para nossa jornada.
Cecília Meireles em seu poema Sugestão, já sabia disso.
“Sede assim — qualquer coisa serena, isenta, fiel. Flor que se cumpre, sem pergunta. Onda que se esforça, por exercício desinteressado. Lua que envolve igualmente os noivos abraçados e os soldados já frios. Também como este ar da noite: sussurrante de silêncios, cheio de nascimentos e pétalas. Igual à pedra detida, sustentando seu demorado destino. E à nuvem, leve e bela, vivendo de nunca chegar a ser. À cigarra, queimando-se em música, ao camelo que mastiga sua longa solidão, ao pássaro que procura o fim do mundo, ao boi que vai com inocência para a morte. Sede assim qualquer coisa serena, isenta, fiel. Não como o resto dos homens.”
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ResponderExcluirown, que coisa mais linda, Pati
beijos daqui
=)
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